HOJE eu quero falar sobre a nossa capacidade de ser grato pelas nossas conquistas, nossa vida em geral.

"Será que precisamos exercitar a gratidão, ou isso é algo que nasce com a pessoa, faz parte da personalidade? Ficamos mais gratos conforme nosso amadurecimento? Ou não tem nada a ver?"

Paula Martins Hoje
Por Paula Martins

Difícil esse tema, mas estamos aqui para falar dele. Fazendo uma avaliação pessoal, me sinto grata em alguns momentos, mas em outros não, por isso acho que não tem a ver com personalidade. Esse sentimento é tão forte quando acontece conosco que junto dele vem um bem-estar difícil de explicar, mas que toma conta de nós com uma potência que eu diria que faz o efeito de uma droga muito boa.

Quando algo que você conquistou te trazer essa paz, agarra, não larga, coloca na memória e tenta reproduzir todas as vezes que você puder. O sentimento é rápido, mas acontece, fortalecendo suas relações e turbinando seu campo energético, nesse momento, as outras pessoas te enxergam como uma grande luz, sem muita explicação.

Comecei nessa trajetória observando pessoas que praticavam a GRATIDÃO. Esse costuma ser meu processo criativo, fico com a antena bem ligada quando quero entender sobre algum tema ou assunto. Percebi que é algo que deve ser lembrado todo dia, nas coisas importantes, mas também nas mais simples. 

O exercício é quase um mantra te lembrando das conquistas, ninguém vai lembrar por você, e te colocando em outra frequência, essa é a energia necessária, na minha opinião, para jogar para o universo, com certeza ela volta fazendo com que você realize mais e tenha gratidão por isso. Parece texto de autoajuda, mas não é, apenas algumas reflexões sobre o tema!

HOJE eu quero falar sobre a necessidade de viver vários personagens na vida para sobreviver.

"Será que é possível ser várias “personas” sem perder a sua essência? O autoconhecimento ajuda quando você tem vários papéis na sociedade contemporânea?"

Paula Martins Hoje
Por Paula Martins

Sempre tive um pensamento idealista sobre a nossa existência. Na adolescência acreditava que éramos uma só pessoa e que tudo que estivesse ao nosso redor não nos afetava, já que o nosso “eu” deveria ser uma fortaleza inabalável. Segui com a “faca na boca” desbravando todos os caminhos quase como um “rolo compressor” para atingir meus objetivos respeitando os meus princípios, sempre.

O que eu não contava, era com a minha necessidade de ir além, e com isso me deparei com o autoconhecimento, fruto de vinte e cinco anos de terapia (isso mesmo, todo esse tempo) e assim percebi que a mente cria vários mecanismos de sobrevivência, várias personas para atuar em determinadas situações. Quem acha que isso não existe, na minha opinião, vive num mundo imaginário, ninguém é a mesma pessoa o tempo todo. As relações são diferentes e precisam ser compreendidas dessa maneira.

A grande sacada é se conhecer, e saber, de que maneira você vai se comportar em determinadas situações e o melhor é ter o controle sobre todas elas, olhar de fora com distanciamento a sua própria vida. Para conseguir equilibrar todos esses papéis é preciso querer, se empenhar, sofrer, exercitar, cair e levantar, precisamos de resiliência para performar nessa vida de várias personas. O importante é não se deixar levar por elas e se perder nesse processo.

Hoje falamos muito em ser verdadeiros principalmente nas redes sociais, acreditem, ninguém é, para sobreviver precisamos saber quem queremos mostrar. A essência permanece a mesma, mas a comunicação e a linguagem seguem de maneira diferente. Você já pensou em quantas pessoas você verdadeiramente é? Faça esse exercício e tenha o controle da própria vida.

HOJE eu quero falar sobre processos criativos e como em pleno século 21 o que mais sinto é falta de algo novo e boas ideias.

"Será que o mundo globalizado e as redes sociais nos deixaram mais preguiçosos quando o assunto é criatividade? Como tudo já vem praticamente pronto na nossa “timeline”, os processos autênticos foram deixados de lado?"

Paula Martins Hoje
Por Paula Martins

Eu comecei a minha carreira e dei asas a minha criatividade literalmente no século passado. Demorei muito tempo elaborando um processo eficiente para desenvolver minhas ideias e conseguir colocar tudo em prática. Estudei muito (e continuo estudando), duas faculdades, vários cursos que me profissionalizaram além de vivências presenciais de trabalhos que ajudaram nesse caminho. Não existia nem internet e nem redes sociais nessa época, mas por incrível que pareça a sensação que eu tenho é que estava mais conectada com tudo, acredita?

Veja bem, essa não é uma fala saudosista, simplesmente uma forma de tentar entender a criatividade atualmente, eu e meu processo criativo mudamos  com o tempo, o que não sei ainda é se estou mais ou menos criativa em pleno 2022. Embora as fontes de informações apareçam mais naturalmente, o que sinto é que não tem nada muito novo e quando proponho algo, ele já nasce velho dentro da minha cabeça, estranho né?

Ultimamente tenho tentado resgatar aqueles momentos que eram exclusivamente meus, onde eu me isolava uma semana para criar uma coleção de camisas, por exemplo. Sinto a necessidade de ficar longe de todas as informações, e sim, me dar ao luxo de produzir um material de pesquisa só meu, bem individualizado. A volta às origens tem me trazido calma, bom senso e paz em qualquer que seja o meu processo. E você, como tem se sentido ultimamente?

HOJE eu quero falar sobre como uma mulher se sente quando chega aos 50 anos e se isso muda em todos os aspectos a sua percepção do mundo.

"Será que apenas o fato de cronologicamente chegarmos nessa idade pode afetar o nosso emocional? Um número é tão importante no processo de envelhecer?"

Paula Martins Hoje
Por Paula Martins

Começo essa newsletter dizendo que fiz aniversário agora em março/22 e que tive tantos retornos positivos sobre quem sou aos 50 que só isso já reabasteceu minhas energias e percepções de entrar nessa nova fase. Na verdade, nunca pensei muito em idade, não sou uma pessoa saudosista, pelo contrário, tenho uma personalidade que está em sintonia muito mais com o presente e futuro do que com o passado. Tenho uma curiosidade e anseio por aquilo que esta por vir, enfim, novos desafios tem me movido diariamente, essa sou eu.

Me sinto jovem. Percebi que esse sentimento tem muito mais a ver com as minhas escolhas e conexões pessoais do que qualquer outra razão. Acredito que estar aberta para o “novo” me ajudou muito, e foi quebrando paradigmas e trabalhando minhas crenças limitantes que fez com que eu minimamente pudesse me sentir viva, alinhada, inspirada com a vida ao meu redor. Não diria que tudo isso é difícil, e sim muito difícil já que com os anos passando temos sempre a tendência de ficar na zona de conforto e não acolher as novidades.

Meus filhos me tornam mais jovem todos os dias. Ter a capacidade de ouvi-los com o sentimento de aprender e sem preconceitos não é tarefa fácil, mas me orgulho, e muito, de ser essa pessoa. A escuta é vital para poder abrir a cabeça e exercitar novas formas de viver. Alinhado a isso, transformei minha alimentação em remédio para o meu corpo, faço atividade física porque assim trabalho a minha autoestima e me sinto fisicamente preparada para vida, de resto cuido da pele e do cabelo entendendo que a minha imagem também faz parte da pessoa que eu quero ser, e a meu ver, não tem problema algum.

A idade cronológica chegou, mas com ela uma Paula mais madura, mais autoconsciente, mais aberta e me arrisco a dizer, mais feliz. Algum motivo especial? Não, mas todos os que citei acima, afinal somos um conjunto de todas as nossas escolhas!

HOJE eu quero falar sobre a diferença entre ser ansioso e ser proativo principalmente em tempos de cobrança de reações rápidas e imediatas em todos os setores da vida.

"Dito isso, pergunto: Será que não estamos confundindo competência e excelência com ansiedade ao invés de proatividade? Ser produtiva ou ser ocupada? O que o mundo tem esperado das pessoas?"

Paula Martins Hoje
Por Paula Martins

Passei a minha vida toda ouvindo que eu era, e sou, uma pessoa de ação. Eu mesma sempre me senti quase uma supermulher, já que nada acontecia comigo, eu sempre acontecia antes, do meu jeito e da minha maneira. Praticamente eu sempre controlei todas as minhas narrativas e nunca deixei que a vida acontecesse, muitas vezes, em seu tempo e sua medida. Existia sempre uma urgência sem limites em tudo o que eu fazia, uma necessidade de não deixar nada acontecer de modo natural, com isso a energia gasta sempre foi enorme e consequentemente uma ansiedade que não sabia de onde vinha.

É claro que a vida aconteceu com sucesso, e hoje tenho orgulho das minhas conquistas, mas o preço do meu desgaste mental também foi alto, um processo demorado até eu me questionar sobre quais eram as minhas vontades, meus valores, minhas batalhas e aonde eu queria chegar e como queria estar no final de cada dia. Foi aí (depois de muita terapia) que comecei a entender que o meu gasto de energia com determinadas situações estava diretamente proporcional ao meu bem estar, e que só eu era capaz de fazer essa conta, achar esses equilíbrios e começar a trabalhar não com ansiedade, mas sim com proatividade direcionada.

Estar produtiva e não somente ocupada começou a fazer muito mais sentido, tarefa fácil? Lógico que não, mas um começo de consciência e autoconhecimento têm me ajudado muito. Sair da minha bolha e conhecer pessoas que encaram a vida de maneira diferente também foi maravilhoso e entender que a energia que possuímos é uma grande aliada e tem que ser cuidada como a nossa saúde física, emocional e espiritual. Confesso que tenho estado muito mais desocupada, e tudo bem, sigo procurando esse equilíbrio e trabalhando a ansiedade já em outro patamar. E você, já prestou atenção nisso?

HOJE eu quero questionar se é possível viver nesse mundo pandêmico e ainda assim manter seu equilíbrio mental.

"As ferramentas emocionais que desenvolvemos até hoje serão suficientes para enfrentar um tempo sem fim de terror sanitário onde as informações (desinformações) têm criado uma histeria coletiva?"

Paula Martins Hoje
Por Paula Martins

Adentrando no Ano 3 da pandemia, e eu pessoalmente saindo do meu isolamento (peguei Covid) no Ano Novo, entendo que posso falar agora sobre essa experiência que até então era algo distante e que eu via nos noticiários, mas ainda não tinha sentido na pele. Descobri que além da doença em si (tive uma gripe bem forte) esse vírus traz também uma doença emocional carregada de pré-conceitos, olhares julgadores, sentimento de solidão e o que é pior: o isolamento chancelado, justificado e obrigatório, fazendo com que os sintomas físicos se potencializem justamente por essa segregação.

Se antes eu tinha uma narrativa toda politicamente correta em torno da doença, hoje, me sinto livre para analisar outras questões e começo a perceber como uma possível histeria coletiva me influenciou (de uma maneira negativa) na minha recuperação, a pergunta que fica é : será que é possível se manter racional durante um momento de crise e não se deixar levar pelo entorno? Teremos que desenvolver uma ferramenta emocional pessoal e intrasferível para lidar com essa loucura pandêmica?

Não sei a resposta. Aliás temos vivido um mundo sem respostas e só consigo imaginar que elas devem de alguma maneira estar dentro de mim, mas a dificuldade de acessá-las requer um autoconhecimento diferente que eu até então não tinha experienciado. Sinceramente acho que estamos vivendo excessos de pânico generalizado, mas também não sei se isso é necessário ou não, vivemos uma corrida maluca atrás de vacinas, mas também não sei até onde isso tem ajudado ou não, polêmico né? Ficamos em isolamento tentando entender se isso é realmente eficaz e não encontramos respostas. Mas a meu ver questionamentos necessários já que não sinto que estamos perto do fim dessa loucura toda.

Sigo no final da minha quarentena, me sentindo melhor, mas ainda com medo do que esta por vir!

HOJE eu quero falar sobre como nossas crenças limitantes não permitem muitas vezes vivermos a nossa plenitude já que cerceamos o nosso poder de ação.

"Dito isso, pergunto: Será que é possível ser disruptiva, contestadora e mesmo assim amar luxo, beleza e estética, nesse mundo atual onde somos julgados a todo momento?"

Paula Martins Hoje
Por Paula Martins

Nunca gostei do senso comum, embora tenha sido criada para acreditar e respeitar, sem questionar muito o mundo como se apresentava. Todas as relações de hierarquia, que vivia na época, me pareciam tóxicas e sem muito resultado prático na minha vida. Me sentia diferente, passando a impressão muitas vezes para as pessoas que esses meus questionamentos tinham a ver com insatisfação e não com uma simples maneira de ver o mundo de outra maneira.

Foi por esse motivo que comecei a fazer terapia muito cedo, e faço até hoje, já que as minhas respostas nunca foram externas, e sim internas com muito autoconhecimento para não me sentir tão fora da curva. Para uma mulher de 49 anos fica fácil administrar essa minha maneira de ver o mundo, mas para uma adolescente não, por isso o processo foi muito dolorido naquela época e vejo quão rico se tornou para a minha vida adulta.

É muito libertador saber quem você é. Mais incrível ainda é usar esse autoconhecimento para promover as suas relações interpessoais e ainda sim manter seus valores e viver sem muita hipocrisia no seu dia a dia. É claro que hipócritas todos somos, o interessante é assumir e tentar corrigir no seu processo de vida. Para mim, hoje, uma das tarefas mais difíceis que já enfrentei.

Amo luxo, beleza, estética, mas também acho que a sociedade deve ser mais justa, os pais não devem oprimir os filhos, as relações tóxicas devem ser expostas….enfim, será que estou sendo hipócrita? Tenho me perguntado isso todos os dias e já começo a vislumbrar que o mais importante é assumir quem eu sou, embora muitas vezes me esconda por trás de personagens e narrativas que eu mesma criei com medo do julgamento. Vida difícil de viver né? 

Hoje eu quero falar sobre como os seus valores interferem nitidamente na sua vida e nas suas escolhas.

"Será que é possível ressignificar seus próprios valores quando eles estão te atrapalhando no desenvolvimento da sua vida?"

Paula Martins Hoje
Por Paula Martins

Há muito pouco tempo eu não fazia ideia de que cresci e fui criada dentro de valores essenciais específicos e não me dei conta de que isso poderia estar me afetando de alguma maneira, simplesmente ainda não tinha pensado sobre o assunto e foi quando comecei a fazer cursos e estudar o tema que percebi que várias crenças limitantes poderiam estar me atrapalhando no meu desenvolvimento pessoal e profissional.

Sair do piloto automático e começar a ter um olhar de fora sobre as suas atitudes pautadas por valores específicos foi um exercício muito importante para eu poder me desconstruir e começar a ir atrás do que realmente eu queria para a minha vida. Isso aconteceu muito em termos profissionais, na área pessoal fui sempre muito segura sobre aquilo que eu queria e onde iria chegar. 

Descobri nesse processo que é possível sim carregar conceitos que foram internalizados na sua infância e não se dar conta de que eles podem estar te atrapalhando na sua vida adulta. Penso que o autoconhecimento é sim uma ferramenta útil para se reorganizar e entender quem você é de fato e como você quer fazer suas escolhas. A maternidade para mim foi decisiva na necessidade de rever esses valores e entender que meus filhos são indivíduos diferentes de mim e por isso pensam de outra maneira.

A máxima de que vale mais aquilo que você faz do que aquilo que você fala, tem pautado minhas escolhas quando penso em deixar um legado ou aprendizado para as pessoas. Agir conforme os meus novos valores tem sido crucial para trabalhar ansiedades, dúvidas, anseios, enfim…..viver a vida!

HOJE eu quero falar sobre um tema que venho questionando muito e que diz respeito as escolhas da minha vida.

"Será que existe uma fórmula contemporânea que diz se você deve ser único ou plural nas questões pessoais e profissionais?"

Paula Martins Hoje
Por Paula Martins

Sinto que essa escolha de ser ou não ser tem muito a ver com as nossas crenças limitantes. Olhando a minha história, penso que acreditei que certas coisas estavam certas ou erradas e que eu tinha que viver em função de algo que na maioria das vezes não tinha nada a ver comigo ou com a minha personalidade. Quando comecei a trabalhar, você tinha que ter uma função específica e desenvolvê-la sem pensar muito em qualquer mudança. Dentro de mim isso não fazia muito sentido, queria navegar em outros mares, entender outras maneiras de fazer o que eu fazia sem me sentir restrita ou sem motivação. 

Foi aí que optei em ser plural, e exercer várias funções dentro do assunto que eu gostava e que conseguia trabalhar – no caso moda e todo o seu entorno. Me tornei a famosa multifunções e comecei a desenvolver toda uma trajetória seguindo essa premissa. Corri o Brasil e o mundo trabalhando loucamente e exercendo minhas habilidades com a certeza de que esse era o caminho a ser seguido (como se existisse o certo e o errado na vida das pessoas), pura ilusão de que não iria mais contestar nada, afinal de contas, reavaliar a vida faz parte da minha personalidade. O clique inicial foi quando uma pessoa (que não tinha muita convivência comigo) me perguntou – o que você faz na moda? Naquele momento entendi que não fazia ideia como responder.

Se falasse em todas as áreas que eu atuava, com certeza, ela não iria entender,  se falasse de uma coisa só, tudo parecia sem sentido e mentiroso já que a realidade era outra. E foi aí que percebi que não tinha nada relacionado a moda que eu fosse especialista, tudo era um conjunto de coisas, mas nada específico, e meu deu um pânico. Como daqui para frente alguém vai me contratar se não sabe exatamente o que eu faço? Será que eu tenho que mudar a maneira como exerço o meu trabalho? 

Enfim….alguns anos se passaram e eu ainda tentando entender tudo isso.Agora sei que sou uma pessoa plural. Não consigo estar num só lugar, preciso viver em vários cenários para entender quem eu sou e do que sou capaz. Isso faz o meu mundo girar, eu me reciclo, aprendo, vibro de outra maneira, certo ou errado? Não sei, mas essa sou eu, e talvez o meu propósito de vida seja esse. Se alguém me pergunta o que eu faço, hoje respondo: Tá com tempo? E assim sigo apreendendo….

Hoje eu quero falar como as relações familiares podem, ou não, ser positivas ou tóxicas se você não exercita seu poder crítico para avaliá-las.

"Já passou pela sua cabeça que crescemos em um ambiente familiar e aprendemos a sobreviver nele desde crianças, sem questionar. Será que é possível transformar o “modus operandi” de uma família que foi construída com crenças limitantes específicas?"

Paula Martins Hoje
Por Paula Martins

Como sempre aqui nesse espaço, falo sobre minhas experiências pessoais e observações que faço no meu dia a dia. Me interesso muito pelas relações humanas, e tenho uma escuta eficaz para ouvir pessoas, mesmo porque sou curiosa e aprendo todas os dias sobre como as dinâmicas funcionam. Já adianto que as quebras de paradigmas são dolorosas e pedem embates e conflitos que na maioria das vezes a família não está preparada para encarar. 

Eu sempre me senti muito diferente no ambiente familiar que fazia parte. No meu caso, pai, mãe e duas irmãs mais velhas, sou a caçula do rebanho. Os valores, as verdades e as crenças funcionavam de um jeito diferente para mim e lembro de sentir muita angústia até o momento que entendi que não estava errada, mas simplesmente procurando os meus próprios propósitos para encarar os meus desafios. Existe um exemplo, na psiquiatria,  que fala que se você não está dentro do “pneu familiar”, está sempre sendo jogada para fora, e isso é algo que com o tempo consegui administrar. 

A vantagem de estar fora do contexto, é olhar as dinâmicas com certa distância e alertar quando é tóxico ou não. Dentro da minha família base(mesmo porque agora criei uma nova família) esse foi sempre o meu papel, identificar e tentar conversar para termos uma mudança. Nada fácil e nem confortável, muitas vezes uma grande solidão, mas por escolha própria sempre fui esse vetor questionador, e não me arrependo. Muitos erros e acertos, mas a certeza de ter o propósito de encarar conversas diretas e não somente conversas controladas, que a meu ver, são uma grande perda de tempo.