HOJE eu quero falar sobre a importância de buscar a sua melhor versão na vida.

"A liberdade de poder ser quem você é, sem se comparar com nada e com ninguém, na minha opinião, só se tornou possível nos dias atuais. A pergunta que fica é: Você está preparado para buscar a sua melhor versão?"

Paula Martins Hoje
Por Paula Martins

Na minha adolescência tinha quase certeza (como sempre tem os adolescentes) que as pessoas queriam ser autênticas, procurar seus próprios caminhos e se destacar pela individualidade e nunca por estarem seguindo alguém ou alguma coisa. Com a maturidade, percebi que esse era um desejo pessoal e não do senso comum. Entendi também que seguir padrões e pessoas é um movimento aparentemente mais fácil do que pensar com sua própria cabeça.

Para seguir o seu próprio caminho, existem duas características que acho fundamentais no processo: autoconhecimento e tomada de consciência do que acontece ao seu redor. Ter um olhar crítico subentende-se responsabilidade já que os assuntos precisam ser aprofundados e não mais opiniões pessoais sem embasamento ou vivência para que você performe com autenticidade e não corra o risco de se tornar vítima de você mesma e sofrer da síndrome do impostor.

HOJE vejo que o que me impede de atingir cada vez mais o meu objetivo de ser minha melhor versão, são minhas crenças limitantes (verdades absolutas que me foram ensinadas e que por algum motivo eu não consegui rejeitar e acabei interiorizando dentro de mim). O exercício constante de me reinventar e me reperceber como protagonista da minha própria vida faz parte do meu dia-a-dia.  Canso, me revolto, me questiono, mas não consigo mais seguir outro caminho. Talvez esse seja o preço da liberdade.

Liberdade essa que está desde o modo como você se veste (sua imagem) até a escolha das batalhas que você quer travar, tarefa fácil? Claro que não afinal de contas você, eu e todos nós estamos na busca da nossa melhor versão e para isso não tem mapa, regra, escola ou livro, mas sim vontade de seguir em frente para viver sua própria evolução. Meu avô sempre falava, “se conselho fosse bom a gente não dava, a gente cobrava”, mesmo assim me atrevo a arriscar uma opinião:  não tente ser uma versão alheia e nem abrir mão dos seus valores para tentar alcançar algo que não tem nada a ver com você, siga seu caminho e aceite que nem sempre você vai agradar a todos!

HOJE eu quero falar sobre moda e política na sociedade contemporânea.

"Se entendermos que moda é comportamento, reflexo do que acontece na sociedade como um todo, a pergunta que fica é: Podemos considerar a moda um ato político?"

Paula Martins Hoje
Por Paula Martins

Já faz bastante tempo que entendo o poder que a moda tem na vida das pessoas. O poder da autoestima, da escolha e da mensagem que você quer passar dependendo da roupa que você escolheu para usar. Se libertando de qualquer juízo de valor (algo está na moda ou não), para quem se conhece essa é uma arma poderosa, e não seja inocente achando que você pode passar desapercebido quando vive em sociedade, isso é impossível.

Percebo também que o autoconhecimento é imprescindível para poder performar nessa comunicação fazendo com que a escolha certa (dependendo de quanto você se conhece) vai trazer benefício, ou não, para a sua vida. Dito isso podemos perceber que moda é um ato político sim, tanto nas mensagens que você passa com suas roupas, quanto no exercício da escolha tendo o poder de eleger alguém que trabalhe a favor dos seus propósitos e convicções.

Se formos analisar a história da moda, ela está diretamente ligada aos movimentos políticos, sociais e culturais de uma época. HOJE posso afirmar com convicção que a roupa que escolho a cada manhã está influenciando as pessoas que estão a minha volta e assim sucessivamente. Veja bem isso não tem nada a ver com poder aquisitivo, com o fato de estar na moda ou não, de escolher uma peça em si, mas sim de entender que você é um todo numa sociedade contemporânea.

Hoje 15/11/2020 estamos indo as urnas para fazer uma escolha. Escolha difícil, ano difícil, mas com muitos aprendizados. Foi nesse ano que assumi várias mudanças no meu estilo de vida e no meu guarda-roupa também. Pare, pense, reflita. As minhas roupas estão me representando corretamente? Aproveite e escolha com cuidado quem vai te representar no comando do seu País.