Sempre busquei o autoconhecimento e a tomada de consciência como propósito de vida. A gente cresce (pelo menos eu cresci) achando que as coisas ruins não devem ser cultivadas e só as coisas boas devem ter lugar de destaque no nosso dia-a-dia. Esse é um bom pensamento, o politicamente correto como dizem, aquilo que nos move ir adiante, mas com a maturidade também descobri que tudo precisa ser trabalhado na nossa mente, não tem como fingir que não aconteceu e partir para a próxima etapa sem reflexão.
Dito isso, decidi pensar sobre esse ano que passou de forma consciente com o lado bom e o lado ruim, sem fantasias de que foi melhor porque aprendemos algo e nem que foi um horror porque perdemos tudo. Hoje vamos tentar o caminho do meio? Esse é um exercício que venho fazendo e tem me colocado de forma real perante essa situação tão absurda e cheia de desafios para todos nós. Confesso que durante esses últimos dez meses eu oscilei muito entre o amor e ódio nessa situação.

Aprendi a viver mais o dia presente, aprendi que não adianta tentar controlar tudo, aprendi também que o quoeficiente relacional (capacidade que você tem de se relacionar bem com as pessoas) foi a grande virada de jogo, pelo menos para mim, durante essa pandemia. O que contou mesmo foi a minha família e amigos queridos para dividir todas as incertezas, inseguranças e momentos de desânimo em relação a nossa saúde física, saúde financeira, saúde emocional, um quebra cabeça tenso de ser montado em 2020.
O que esperar de 2021? Para ser bem sincera, nada de muito diferente. Afinal de contas a gente acorda todo dia e tem que seguir em frente com a situação que estiver no nosso caminho. Pretendo, nesse novo ano, seguir com disciplina para as coisas que me fazem bem. Ter saúde, atividade física, boa nutrição, bons amigos, possibilidade de trabalho, prosperar na mediada do possível, me divertir, ajudar sem fazer alarde, enfim viver sempre tentando buscar a minha melhor versão!