Esse ano de 2021, o festival SXSW que acontece em Austin, Texas, sobre inovação e movimentos futuros, foi totalmente online. No geral tanto a experiência de viver o evento “in loco” como os assuntos abordados, isso por causa do momento “pandemia” que estamos vivendo. Ouvindo pessoas que estiveram lá nos outros anos (eu teria ido em 2020, mas foi cancelado), percebo uma certa decepção e a constatação de que nada mais será feito da mesma maneira, nós não seremos os mesmos e nem teremos o mesmo olhar sobre a vida.
Dito isso, entendo, pelo o que eu pude assistir nas palestras propriamente ditas ou nos bate-papos na internet sobre o festival, que existe uma urgência em cuidar das emoções, não só aprimorar a inteligência emocional, mas também cuidar da saúde emocional como cuidamos do nosso corpo, do nosso espírito, do nosso mental. Uma demanda nova, mas que se provou eficaz para podermos desenvolver melhor as nossas relações tanto no âmbito pessoal como no profissional. Esses momentos nebulosos que estamos vivendo nos colocou em contato com o que sentimos em relação a nós e aos outros também. Colocaram à prova a importância de nos cuidarmos e termos a tão almejada “empatia” pelo outro.

O mais interessante que percebi, estudando um pouco as novas tendências que foram propostas, é que existem várias ferramentas para cuidar dessas emoções, não só aquelas que estávamos acostumados a usar, mas algo novo como por exemplo o uso de videogames pelos terapeutas para se comunicar e tratar essa nova geração que entende que os processos têm que estar conectados. É preciso existir um assunto de interesse para poder chegar no ponto mais profundo das suas feridas emocionais. O caminho é pessoal e intransferível e o que serviu para mim não precisa servir para você e vice-versa.
HOJE vale dizer que as “máximas” que acreditávamos para manter o “status quo” e a sociedade feliz, principalmente apreendidas com nossos pais e assim sucessivamente, caíram por terra e se provaram ineficazes para cuidar das emoções. O externo e a performance (que eram almejados até o final do século XX), deram lugar a uma vontade quase visceral de tentar achar felicidade dentro de nós mesmos, respeitando os nossos desejos (sejam eles considerados certos ou errados) – na minha ótica, esse foi o legado do SXSW dessa edição.