Muitas pessoas comentam como sou uma pessoa que está envelhecendo bem. Perguntam qual a minha dieta, qual procedimento tenho feito, que tipo de ginástica pratico, enfim como tenho 49 anos de idade aparentando bem menos. Penso sempre que posso responder de maneira protocolar falando que o importante é me assumir e ter uma conexão com minha espiritualidade, não ligar para a aparência ou até mesmo de forma blasé agradecer o elogio e não alongar o assunto. Provavelmente a persona de alguns anos atrás falaria isso, mas a Paula de hoje não consegue mais ficar neutra sobre um tema tão importante do universo feminino.
Sendo assim, tenho que começar pelo começo (sendo bem repetitiva), já que a minha aparência de hoje não tem absolutamente nada a ver com o fato de eu não me importar com ela, ou de eu me aceitar como sou, mas sim tem a ver com as escolhas que eu tenho feito desde muito tempo atrás procurando ser minha melhor versão (inclusive tem newsletter minha falando sobre isso). Envelhecer bem, na minha opinião, tem a ver com estilo de vida. É um processo diário onde o resultado tem menos importância do que o caminho, em que as escolhas devem ser assertivas diariamente, e com sorte (nenhum contratempo de saúde, por exemplo) você vai conseguir ter um pouco de equilíbrio.
A questão, para mim, não é deixar o cabelo branco como manifesto de liberdade, e sim, saber que ele deve ser cuidado e apreciado como seu. A dieta do momento não tem a menor importância se você não aprendeu que a comida tem que nutrir o corpo e não a cabeça (problemas emocionais você trata se autoconhecendo). O exercício tem que ser voltado para o ganho de massa magra para acelerar o seu metabolismo e deixar você funcional para os anos que virão, qualquer modalidade da moda não vai surtir efeito. A parte hormonal tem que estar em ordem, olhar para isso com carinho e sem promessas de sucesso imediato.
Hoje quando alguém me elogia, penso nos últimos 10 anos que não tomei mais sol, em todas as vezes que optei por uma dieta low carb, ou todas as manhãs onde acordo as 6:15 para fazer a minha atividade física. Penso em foco, penso em disciplina, penso em escolhas, penso em mim e na minha capacidade de entender as minhas necessidades cuidando do meu corpo como um santuário e entendendo que vou precisar dele para poder performar no meu trabalho e na minha vida pessoal. Junto a isso cuido da minha cabeça e da minha alma também, e acho que o grupo dessas ações ajudam muito no sucesso do meu envelhecimento. Existe o certo e o errado? Claro que não.
Esse foi o meu certo e é nele que estou apostando, e é com essa resposta que sigo envelhecendo.