HOJE eu quero falar sobre como uma mulher se sente quando chega aos 50 anos e se isso muda em todos os aspectos a sua percepção do mundo.

"Será que apenas o fato de cronologicamente chegarmos nessa idade pode afetar o nosso emocional? Um número é tão importante no processo de envelhecer?"

Paula Martins Hoje
Por Paula Martins

Começo essa newsletter dizendo que fiz aniversário agora em março/22 e que tive tantos retornos positivos sobre quem sou aos 50 que só isso já reabasteceu minhas energias e percepções de entrar nessa nova fase. Na verdade, nunca pensei muito em idade, não sou uma pessoa saudosista, pelo contrário, tenho uma personalidade que está em sintonia muito mais com o presente e futuro do que com o passado. Tenho uma curiosidade e anseio por aquilo que esta por vir, enfim, novos desafios tem me movido diariamente, essa sou eu.

Me sinto jovem. Percebi que esse sentimento tem muito mais a ver com as minhas escolhas e conexões pessoais do que qualquer outra razão. Acredito que estar aberta para o “novo” me ajudou muito, e foi quebrando paradigmas e trabalhando minhas crenças limitantes que fez com que eu minimamente pudesse me sentir viva, alinhada, inspirada com a vida ao meu redor. Não diria que tudo isso é difícil, e sim muito difícil já que com os anos passando temos sempre a tendência de ficar na zona de conforto e não acolher as novidades.

Meus filhos me tornam mais jovem todos os dias. Ter a capacidade de ouvi-los com o sentimento de aprender e sem preconceitos não é tarefa fácil, mas me orgulho, e muito, de ser essa pessoa. A escuta é vital para poder abrir a cabeça e exercitar novas formas de viver. Alinhado a isso, transformei minha alimentação em remédio para o meu corpo, faço atividade física porque assim trabalho a minha autoestima e me sinto fisicamente preparada para vida, de resto cuido da pele e do cabelo entendendo que a minha imagem também faz parte da pessoa que eu quero ser, e a meu ver, não tem problema algum.

A idade cronológica chegou, mas com ela uma Paula mais madura, mais autoconsciente, mais aberta e me arrisco a dizer, mais feliz. Algum motivo especial? Não, mas todos os que citei acima, afinal somos um conjunto de todas as nossas escolhas!