Sempre tive um pensamento idealista sobre a nossa existência. Na adolescência acreditava que éramos uma só pessoa e que tudo que estivesse ao nosso redor não nos afetava, já que o nosso “eu” deveria ser uma fortaleza inabalável. Segui com a “faca na boca” desbravando todos os caminhos quase como um “rolo compressor” para atingir meus objetivos respeitando os meus princípios, sempre.
O que eu não contava, era com a minha necessidade de ir além, e com isso me deparei com o autoconhecimento, fruto de vinte e cinco anos de terapia (isso mesmo, todo esse tempo) e assim percebi que a mente cria vários mecanismos de sobrevivência, várias personas para atuar em determinadas situações. Quem acha que isso não existe, na minha opinião, vive num mundo imaginário, ninguém é a mesma pessoa o tempo todo. As relações são diferentes e precisam ser compreendidas dessa maneira.
A grande sacada é se conhecer, e saber, de que maneira você vai se comportar em determinadas situações e o melhor é ter o controle sobre todas elas, olhar de fora com distanciamento a sua própria vida. Para conseguir equilibrar todos esses papéis é preciso querer, se empenhar, sofrer, exercitar, cair e levantar, precisamos de resiliência para performar nessa vida de várias personas. O importante é não se deixar levar por elas e se perder nesse processo.
Hoje falamos muito em ser verdadeiros principalmente nas redes sociais, acreditem, ninguém é, para sobreviver precisamos saber quem queremos mostrar. A essência permanece a mesma, mas a comunicação e a linguagem seguem de maneira diferente. Você já pensou em quantas pessoas você verdadeiramente é? Faça esse exercício e tenha o controle da própria vida.