Durante muito tempo na minha jornada como ser humano acreditei que a fé era algo simplesmente religioso e eu precisava me associar a algum desses movimentos para poder exercer o acreditar. Com o amadurecimento, afinal já estou com 48 anos, comecei a perceber que esse processo tinha muito mais a ver com algo dentro de mim do que em alguma coisa que estava fora do meu controle. Isso não tem a ver com autoestima, mas com a capacidade de poder me conectar com o não é palpável exercendo o meu autoconhecimento.
Intuição sempre foi o meu canal direto com o universo, com Deus, com meu anjo da guarda, enfim, com algo que simplesmente aparecia na minha mente e que eu seguia porque no fundo sentia que era o caminho adequado para mim. HOJE sei que não faço quase nada sem me conectar com esse EU indefinido, não racional, que é o processo intuitivo. Isso não quer dizer que eu não raciocine sobre os meus comportamentos e corra atrás de me conhecer melhor. O processo criativo, que exercito também, me ajuda a conectar os dois lados da moeda.
É claro que eu exercitei e desenvolvi minha intuição durante todos esses anos. Tenho trabalhado para ela me ajudar cada vez mais e estar presente em quase todas as áreas da minha vida. Fico confusa? Muitas vezes angustiada? Claro que sim, sou um ser humano em andamento, mas sei que a fé que eu deposito nessa minha conexão com o um universo me credencia a ser uma pessoa que tem fé em mim e na minha capacidade de resolução de dores e problemas. Preciso ter uma religião que paute os meus caminhos? Não necessariamente. E você, já pensou como é o seu processo de acreditar?