O tema de hoje foi escolhido por mim justamente porque não estava inspirada a escrever nada. Acho até que tem um pouco a ver com começo de ano, férias, desligamento de redes sociais e desaceleração, mas percebi que tudo isso deveria ter funcionado de maneira oposta para mim já que é no descanso que conseguimos ter inspiração. Ou Não? Será que estou me prendendo a resoluções externas da sociedade e não ouvindo o meu interno?
Acredito que sim. Primeiro percebi que o que para mim funcionava como estímulo, hoje em dia, não funciona mais. A minha vida desde sempre era pautada por uma energia louca, um poder de fazer acontecer que deixava os outros a minha volta cansados de tantas frentes que eu sempre me coloquei e me propus a desenvolver. Eu tinha um lema: trabalho dado é trabalho feito, sem medir nenhum custo para mim mesma.
A vida acontecia quase que perfeitamente, e foi aí, que eu comecei a pensar que talvez o custo de estar sempre inspirada o tempo todo era muito alto, não tinha espaço para o nada, para o descanso, para o imperfeito, para a pausa, para mim. E a partir do momento que tomei consciência disso, tudo mudou. O que eu sentia mudou, o que eu queria mudou, as minhas metas mudaram, tive que me desconstruir principalmente na minha profissão.
Foi aí também que entendi que a minha inspiração pode vir com o processo e não com o resultado. Pode vir com o viver mais calma, mais pausada, mais tranquila, menos ansiosa, mais focada em uma coisa só. Nesse momento escrevo a newsletter de hoje inspirada com cada palavra escrita, no meu ateliê, tomando água, simples assim. Percebi também que HOJE o que mais me deixa empolgada é saber que estou desenvolvendo o meu quociente relacional – a minha capacidade de me relacionar bem com as pessoas. E você, o que te faz bem?